A Panico no Hotel de Teerã
Eu estava no quarto 307 do hotel, com o suor escorrendo pela testa, enquanto o celular tocava insistentemente — era o editor, gritando pelo telefone: "A reportagem tem que sair em 1 hora! Você é o único repórter on-site com imagens do momento da explosão!"
Eu sabia que tinha tudo: as fotos do fumaça negra subindo sobre a avenida, as entrevistas rápidas com moradores que estavam perto, a transcrição das declarações de autoridades locais. Mas tudo estava trancado em um arquivo zip criptografado.
Na hora que terminei de organizar o material, eu tinha pensado em uma senha "inteligente": a data da manifestação mais o número do meu quarto. Agora, depois de 20 tentativas erradas, eu não conseguia lembrar se era 130307 ou 070313, se usei hífen ou não. Eu revirei o bloco de notas, procurei por anotações no bolso da jaqueta, até mesmo perguntei ao recepcionista se mudara o número do quarto sem eu perceber — nada.
O Conselho que Salvou Tudo
Eu estava prestes a desistir quando o porta-dois se abriu: era Carlos, outro repórter espanhol que estava na mesma manifestação. Ele viu o meu rosto desesperado e perguntou o que estava acontecendo.
Quando eu expliquei, ele riu e me passou um link no WhatsApp: "Tenta esse site. Eu usei quando perdi a senha do arquivo com entrevistas na Turquia. “Não precisa baixar nenhum software, só enviar o arquivo pelo navegador” — e é rápido, se a senha não for muito complicada.
Eu abri o site Catpasswd com a conexão fraca do hotel, enviei o arquivo zip e selecionei a opção de recuperação por enumeração rápida. Enquanto esperava, eu voltava a olhar para as fotos na câmera, pensando em como ia explicar ao editor que perdia a reportagem exclusiva.
Mas em menos de 10 minutos, o site me enviou um alerta: senha recuperada. Eu cliquei para baixar o arquivo desbloqueado — e lá estava tudo: as fotos nítidas da explosão, as entrevistas completas, tudo exatamente como eu tinha organizado.
O Final Feliz
Eu enviei a reportagem com 5 minutos de antecedência. O editor ligou de novo, dessa vez com uma voz animada: "Essa vai ser a capa do site! Parabéns!"
Na noite seguinte, eu e Carlos fomos tomar chá em um café próximo ao hotel. Eu perguntei como ele tinha descoberto o site. "Um amigo repórter me recomendou. Ele disse que “mesmo enviando o hash do arquivo, sem precisar compartilhar o material original, funciona” — perfeito para quem trabalha com informações sensíveis, como nós.
Hoje, eu salvo o link do Catpasswd na tela inicial do meu celular. Nunca mais vou correr o risco de perder uma reportagem exclusiva por causa de uma senha esquecida.